Vivemos num país
em que o preconceito em todas as suas vertentes e esferas é ou parece estar
sendo o motivador do sentido das vidas de muitas pessoas; tudo parece estar se
encaminhando para que a sociedade deixe de lado o comportamento natural da
civilidade e dê mais espaço à praticas preconceituosas.
Um caso grave
de comportamento preconceituoso foi o ataque machista de um “comediante” que em
nome de uma nova faceta do humor, que diz ele, dá certo nos Estados Unidos,
tentou e continua tentando emplacar esse tipo de agressão e bullying travestida
de humor aqui no Brasil. Nos E.U.A. esse tipo de pratica agressiva existe e tem
a impressão de dar certo porque a “não sociedade” americana é moldada a um
individuo superar outro individuo mesmo, de qualquer maneira mesmo que para isso
ele seja humilhado em nome dessa agressão que dizem ser a nova tendência do
humor!
Vemos muitos
simpatizantes desse “comediante” e ai o problema não é o “comediante”, mas o
que ele continua fazendo em nome dessa “arte” e defendendo com unhas e dentes
essa pratica agressiva, pois é possível que esses simpatizantes também gostariam
de ter essa facilidade de articular palavras usando os limites das pessoas para
que esse comportamento agressivo tenha, nesse tipo de humor, uma justificativa
para se manter e tornar praticas como o bullying algo normal que deve ser
encarado com naturalidade, isto é, esses simpatizantes vêem no “comediante” uma
espécie de messias que está trazendo a liberdade para que a agressão não seja
mais um tabu, mas se torne algo normal já que o interesse desses simpatizantes é
agredir e humilhar as pessoas.
O “comediante” se defende dizendo que cada pessoa tem
uma forma particular de entender a piada, também fala que nesse novo tipo de “humor”
sua liberdade não deve ter limites mesmo e que um deficiente pode ser
humilhado tendo a liberdade de rir dos seus próprios problemas, ou seja, isso é
um malabarismo verbal para justificar a verdadeira intenção de bullyinar as
pessoas e humilhá-las. É como se o comediante estivesse acima do bem e do mal, é
como se ele pudesse falar o que bem quiser e entender de qualquer pessoa, desde
o negro, o branco pobre, as mulheres, o deficiente e qualquer outro grupo
segregado em nome desse humor agressivo e deixar a sociedade julgar por si
mesma se pode ou não rir de seus problemas como se num passe de mágica, com a
exploração da miséria humana, esses problemas fossem amenizados com a humilhação
dos mesmos pelas próprias vitimas desses problemas segregradores sociais.

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